ASSOCIAÇÃO DE APOIO AOS FISSURADOS LÁBIO - PALATAIS
 
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O que é a Fissura Labiopalatina?

Uma das anomalias craniofaciais mais freqüentes é a fissura do lábio e/ou palato, que ocorre em uma  a cada 1.000 crianças nascidas no mundo. No Brasil, há referência de que uma em cada 650 crianças é portadora de fissura labiopalatina.
Trata-se de uma abertura na região do lábio e/ou palato, ocasionada pelo não fechamento destas estruturas, que normalmente se formam entre a 4ª e a 12ª semana de gestação.
Na fenda palatina, a abertura pode atingir todo o céu da boca e a base do nariz, estabelecendo comunicação direta entre um e outro. Pode, ainda, ser responsável pela ocorrência de úvula bífida (a úvula, ou campainha da garganta, aparece dividida).

O que causa a fissura?

Ainda não se conhecem as causas dessas anomalias, que podem afetar um ou os dois lados da região orofacial, ocorrer isoladamente ou em conjunto, ou ser um dos componentes de uma síndrome genetica.
Muitos cientistas têm pesquisado sobre os fatores que podem provocar a fissura. A conclusão é de que a causa é multifatorial, ou seja, se deve à combinação de fatores genéticos e ambientais.
O fator genético envolve uma inter-relação de várias informações genéticas (genes) herdadas dos pais. Dentre os fatores ambientais, o uso de álcool ou cigarros, a realização de raios X na região abdominal, a ingestão de medicamentos como anticonvulsivos ou corticóides durante o primeiro trimestre gestacional também podem estar relacionados à ocorrência de malformações do lábio e/ou palato. As fissuras labiais e/ou labiopalatinas são mais freqüentes no sexo masculino e as fissuras somente de palato ocorrem mais no sexo feminino.
A incidência cresce com a presença de familiares fissurados nas seguintes proporções:

  • Pais normais:0,1% de chance de ter um filho fissurado;
  • Pais normais e um filho fissurado:   4,5% de chance de ter outro filho fissurado;
  • Um dos pais e um filho fissurado: 15% de chance de ter um filho fissurado.

Ocorrência nas raças

  • Indígenas americanos – 3,6/1000 nascidos vivos
  • Japoneses – 2,1/1000 nascimentos
  • Chineses – 1,7/1000 nascimentos
  • Negros – 0,3/1000 nascimentos

Quais são os tipos de fissura que podem ocorrer?

Fissura Pré-forame Bilateral  
Fissura Transforame Bilateral
Fissura Pós-forame Completa
Fissura Pós-forame Incompleta
Fissura Transforame Unil. À Esquerda
Fissura Transforame Unil. À Direita

 Como é feito o diagnóstico?

A ultrassonografia tornou possível fazer o diagnóstico das fendas labiopalatinas a partir da 14ª semana de gestação. Nessa fase, o importante é tranquilizar os pais, fornecendo informações sobre as possibilidades de tratamento, e esperar a criança nascer. Grande parte dos diagnósticos, porém, continua sendo realizada após o parto.

Como é o Processo do Tratamento Cirúrgico?

O momento ideal para operar a fissura labial costuma ser aos três meses de vida, isso se o bebê estiver com um bom desenvolvimento, dentro do peso ideal e com boa condição clínica.

Nos casos de fissura palatina, entre 06 meses e 1 ano de vida a criança deve realizar cirurgias do " céu" da boca, a fim de assegurar a integridade do arcabouço ósseo e a funcionalidade da musculatura de oclusão, assim como para evitar a deficiência de respiração e a voz anasalada. Existeem diferentes técnicas cirúrgicas e cada caso é estudado e selecionado previamente pela equipe médica cirúrgica. A conduta preconizada é realizar a cirurgia nem cedo demais para não afetar o crescimento do osso, nem tarde demais para não prejudicar a fala.
Na verdade, o tratamento é longo. Começa no recém-nascido e termina com a consolidação total dos ossos da face, aos dezessete, dezoito anos. Durante todo esse tempo, os portadores de fissuras devem ser acompanhados por especialistas em diferentes áreas, como Ccirurgiões Plásticos, Fonoaudiólogos e Ortodontistas.

Inicialmente, o paciente recebe as primeiras informações da equipe de Casos Novos – constituída por áreas profissionais fundamentais para o diagnostico, planejamento e orientação familiar, passa pelo agendamento e matrícula. Já na primeira visita ao hospital, além do diagnóstico traçado de plano de tratamento o paciente esclarece todas as duvidas. É nesta fase que a equipe multidisciplinar entra em ação.
Ao ir para primeira cirurgia reparadora, o paciente é submetido à chamada rotina de internação. Essa rotina será seguida sempre que o paciente for submetido a cirurgias. Nessa etapa, ele é avaliado por diversos profissionais da saúde, incluindo as áreas de pediatria ou clinica geral, enfermagem, anestesiologia, cirurgia plástica, odontologia, fonoaudiologia, psicologia, nutrição e demais áreas de apoio, como serviço social e pedagogia.

Que dificuldades uma criança nascida com fissura labiopalatina pode enfrentar ?

As fissuras labiopalatinas não são apenas alterações de caráter estético. São a causa de diversos problemas de saúde que incluem má nutrição, distúrbios respiratórios, de fala e audição, infecções crônicas, alterações na dentição. Da mesma forma, elas provocam problemas emocionais, de sociabilidade e de autoestima. Por isso, o tratamento requer abordagem multidisciplinar, isto é, a participação de especialistas na área de cirurgia plástica, otorrinolaringologia, odontologia, fonoaudiologia, por exemplo.

Somente as crianças podem ser tratadas ?

Não. Uma pessoa adulta, que não teve acesso ao tratamento quando criança, também pode e deve procurar atendimento. IIniciar cedo é importante, mas nunca é tarde para buscar ajuda.

 Como obter ajuda ?

Se você reside no vale do Paraíba ou no litoral Norte, procure-nos. A AAFLAP está localizada na cidade de São José dos Campos, na Rua Alfredo Vieira de Moura, nº 41 - CEP: 12.243-770. Nosso telefone: (12) 3942-6533

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